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quarta-feira, dezembro 07, 2011

NOTA: Caros amigos(as), o texto é longo mas vale a pena ler. IMPRESSIONANTE!!!


 

 

NOTA: Caros amigos(as), o texto é longo mas vale a pena ler. IMPRESSIONANTE!!!

Tipo: CURA

Santo:Maria Santíssima Data: 7 de abril de 1875 Local: Oostakker-lez-Gand - Belgica

Título :Recuperação Instantânea de Ossos e de Tecidos da Perna

O Santuário de Oostakker, na Flandres Oriental, é manifestação da devoção secular da Bélgica à Imaculada, já antes da proclamação do Dogma (em 8 de dezembro de 1854). Depois Oostakker foi chamada "Lourdes em Flandres". Uma basílica com residência de jesuítas, encarregados de Santuário e de atender às procissões e peregrinações. É chamado Santuário das três Grutas: Massabielle (Lourdes) no centro, Belém à direita e da Ressurreição à esquerda. Também A(s) Grutas(s) das três fontes. Ali ocorreu o milagres da cura de Pierre De Rudder.

O Acidente – Pierre –Jacques De Rudder era de Jabbeke, na Flandres Ocidental. O sofrimento oprimia o pobre jardineiro. A morte levara a primeira esposa e filho, e do segundo matrimônio perdera sete dos nove filhos.

Em 16 de fevereiro de 1867, Pierre-Jacques De Rudder, de 44 anos, se deteve a conversar com dois conhecidos, os irmãos Knockaert, que estavam derrubando árvores perto do castelo de seus empregador, visconde de Bus. Ofereceu-se a ajudar. Estava tirando galhos de uma planta. Atrapalhava o trabalho dos dois irmãos uma árvore que caíra em lugar errado, que empurravam com alavancas. Mas a árvore escorregou. Caiu sobre Pierre De Rudder. Triturou a perna esquerda de um decímetro abaixo do joelho até o peito do pé inclusive. Tíbia e perônio, quebrados. Os ossos do terço superior da perna esquerda ficaram separados três centímetros dos correspondentes ossos dos dois terços inferiores. No processo consta o testemunho dos dois lenhadores.

Consta também o tetemunho do médico de Oudenbourg, dr. Affenaer, chamado pelo patrão de Pierre-Jacques, o visconde de Bus. O médico imobilizou a perna e manteve o conjunto com uma bandagem amidoada.

E as Irreparaveis Conseqüências - Várias semanas depois, ao retirar o aparelho imobilizador, porque o ferido sofria exacerbadamente, não houvera nenhum progresso. Pelo contrário: os fragmentos de ossos, desprovidos do seu periósteo, estavam banhados em pus. Chaga com longa ulceração, purulenta e gangrenada. Chaga também no peito do pé. O médico foi radical: retirou um seqüestro (fragmentos necrosados de osso). A perna balançava abaixo do joelho.

Pierre De Rudder ficou um ano na cama. Quando se levantou, só podia caminhar apoiando-se em duas muletas sem que de modo nenhum a perna doente tocasse no chão, pois a dor - como em outras muitas oportunidades - seria dilacerante.

O empregador, visconde Albérico de Bus de Gisignies, leva o manco aos melhores especialistas de Bruxelas, dentre eles ao famoso dr. Thiriart, cirurgião do rei da Bélgica; ao dr. Verriest, Presidente da Associação Médica de Bélgica, que introduziu no aparelho amidoado imobilizador uma abertura ao nível da chaga para que fossem mais simples os curativos e a limpeza do pus. E a utros médicos...

Não há possibilidade de recuperação, especialmente por falta de periósteo, do qual depende a formação do calo ósseo necessário. O balançamento da perna danificara e infeccionara cada dia mais a chaga purulenta, facilitando o necrosamento dos ossos nos extremos da fratura. os médicos com muita dificuldade conseguiam circunscrever a gangrena às chagas da perna. Todos os médicos citados depuseram no processo.

O doente tinha de lavar suas feridas duas ou três vezes por dia. Foram passando os meses, os anos, oito anos. Agora só amputando a perna à altura do joelho havia alguma possibilidade de salvar-lhe a vida. Poucas possibilidades. A amputação naquela época e na situação da perna, o tratamento e a assepia seriam muito difíceis... A amputação muito provavelmente só aceleraria a morte do miserável sofredor Pierre De Rudder.

No processo constatou-se que havia inumeráveis testemunhas. Médicos e particulares.

Médicos: destaquemos as freqüentes observações do dr. Van Hoestenberghe, que também teve de retirar vários seqüestros; o dr. Verriest o examinou quatro vezes em 1874, sete anos após o acidente, poucos meses antes que Pierre De Rudder fosse ao santuário de Na. Sra. de Lourdes em Oostakker. Uma semana antes da peregrinação, o dr. Houtsaegher examinou o doente, e concretamente destacou as observações do balanço desordenado da perna, inclusive ficando o calcanhar para a frente e os dedos para trás. Na véspera da viagem, o dr. De Visch faz constar no seu relatório as chagas purulentas e fétidas, uma mais profunda abaixo do joelho e outra mais extensa no peito do pé, como também o movimento de torção e o balançar da perna em todas as direções, podendo dobrar-se sobre si mesma.

Particulares: Jacques Van Hessche, empregado do visconde de Bus, que freqüentemente observou todos os detalhes da perna e que semanalmente levava a Pierre De Rudder a pensão que o visconde, seu ex-patrão, lhe assinara. Jacques de Fraye, que em 1874 constatou meticulosamente todas as afirmações a respeito, inclusive que Pierre de Rudder, levantando com as mãos o joelho esquerdo, fazia balançar a perna em todas as direções, e também, expressamente, que levantando a perna com uma mão, com a outra imprimia-lhe o movimento de torção até os dedos ficarem para tráz e o calcanhar para a frente. Com esses movimentos, freqüentemente esguichava pus. Enfim..., Jabbeke é uma vila onde todos se conhecem. Pierre De Rudder inclusive, precisamente pela sua angustiante situação, era conhecidíssimo. Inspirava a compaixão de todos. Tudo público e notório, constatadíssimo.

Oostakker alcançara muita fama pelos milagres de cura pela intercessão de Ns. Sra. de Lourdes, lá venerada. As curas prodigiosas começaram em 1874. Em 1876 o pe. Scheerlink já publicava 25 casos de curas extraordinarias. E dez anos mais tarde o pe. Denis publicava 49.

Dramática Peregrinação - Todos os médicos, como também o visconde Albéric de Bus - morrera um ano antes da peregrinação - e seu filho visconde Christian De Bus sempre desaconselharam e até ridicularizaram a pretensão de Pierre De Rudder de participar de uma peregrinação a Na. Sra. de Lourdes em Oostakker para pedir a cura. Só uma graciosa jovem, prima do jovem castelão de quem viria a ser esposa, indiretamente animava a Pierre De Rudder com um compreensivo sorriso.

Quando já vincondessa de Bus, no dia 5 de abril de 1875 chamou seu pobre ex-empregado. Queria, caridosa, ver o estado da perna. Escreve nas suas memórias: "Então ele tirou as faixas, todas empregnadas de pus e sangue. Insuportável odor se desprendia (...) As duas partes do osso quebrado transpassavam a pele e estavam separadas por uma chaga supurante de três centímetros de comprimento".

Comovida, a viscondessa de Bus convenceu seu marido a possibilitar a viagem, não porque esperasse a cura, senão para proporcionar a tão sofredor doente um consolo espiritual, como ela mesma fará constar muito tempo depois, em 1904, na sua peregrinação ao Santuário de Lourdes, na França.

Na mesma semana anterior à peregrinação, o tanoeiro sr. Jean Houstsaegher, de Stalhide, viu como a perna de Pierre De Rudder se dobrava a tal ponto que apareciam as extremidades dos ossos quebrados.

Três dias antes da viagem, o sr. Louis Knockaert observou com muito detalhe e compaixão a perna de Pierre De Rudder. Dois dias antes da peregrinação, o sr. Auguste De Wulf, de Knocke-sur-Mer, ao voltar a Jabbeke, ansioso para rever seus antigos companheiros após uma ausência de 25 anos, observou a chaga aberta na perna de Pierre De Rudder, e inclusive introduziu nela o dedo comprovando a separação entre as extremidades do osso quebrado. Na tarde daquele mesmo dia, 5 de abril, a sra. Marie Wittezaele também assiste aos curativos e comprova toda a triste realidade.

Na véspera da peregrinação, de novo a sra. Marie Wittezaele, desta vez junto com o sr. Edouard Van Hooren e seu filho Jules que voltavam do trabalho no campo, viram a perna supurante. Viram como balançava. Observaram as extremidades do osso quebrado separadas entre si uns três centímetros e aparecendo na chaga. Verificaram que a chaga era "do tamanho aproximado de um ovo de galinha" e cheia pus. Sentiram o fedor. Viram como "a parte inferior da perna girava de forma que o calcanhar ficava quase plenamente na frente"...

No dia da peregrinação a Oostakker, 7 de abril, oito anos e dois meses após a fratura, o quarda-barreira Pierre Blomme o acolhera na sua casa, para que descansasse um pouco do seu esgotamento. Porque Pierre De Rudder, da sua casa à estação do trem, teve de caminhar duas horas, apoiado nas suas muletas e ajudado pela esposa, para percorrer somente dois quilômetros e meio. O sr. Blomme viu o balançar da perna nua, sentiu o cheiro fétido das chagas purulentas e da gangrena, etc.

Outro guarda-barreira, sr. Balthazar De Jaegher, que como todos conhecia muito bem a Pierre De Rudder, ajudou-o a subir no trem às 6 da manhã de 7 de abril de 1875, e viu, uma vez mais, a perna balançando.

Testemunhos do chefe da estação, sr. De Cuyper, que como todos conhecia muito bem Pierre De Rudder. Dos companheiros de viagem. Sentou-se no trem junto a Jeam Duclos e sua mãe. Todos, mais uma vez, viram dona Colete, a esposa de Pierre De Rudder, ajudando-lhe a trocar as bandagens, e observaram a horrorosa situação da perna.

Em Gand-Sud, Pierre De Rudder, tem de ir de carro puxado a cavalo. O carreteiro debochou do balançar da perna: "Eis aí um que vai perder a perna", mas o deboche torna-se um misto de indignação e compaixão quando vê o pus e o sangue escorrendo sobre a carruagem.

E em Anvers o encarregado do ônibus até Oostakker, sr. Louis Van Hulle, ajuda o doente a colocar-se deitado ao longo de um banco, e constata a dificuldade insuperável que Pierre De Rudder tem em manejar sua perna "flexivel".

Por fim, em Oostakker - Há que caminhar um pouco. No caminho, detém-se para descansar e reza fervorosamente perante o Crucificado no velho Calvário. Está esgotado. Sua mulher, Colete, oferece-lhe um pouco de água que acaba de pegar na fonte da gruta, para reanimá-lo e possibilitar-lhe dar mais uns poucos passos.

Dia 7 de abril de 1875. Em Jabbeke, após a saída dos seus pais em peregrinação, a jovensinha Sylvie, de 14 anos, que fica cuidando da casa e do irmão pequeno, Augusto, de 4 anos, mantém aceso um círio perante a imagem de Sma. Virgem.

Pierre Jacques De Rudder está agora diante da gruta de Na. Sra. de Lourdes em Oostakker-lez-Gand. Reza. Quase chora. Confia muito filialmente na Mão Celeste. Segundo o costume quer dar três voltas ao redor do montículo da gruta. O esforço é extraordinário. Já deu duas voltas, apoiado penosamente nas muletas, e amparado pela esposa Colete e por um desconhecido caridoso. E não consegue mais. Consumido pela fadiga extrema, desiste. Deixa-se cair sobre um banco. Reza. Expectativa. Sorrisos irônicos de uns. Lágrimas de compaixão de outros.

E... Pierre De Rudder se levanta, caminha sem muletas entre os bancos dos peregrinos até o pé da imagem de Nosso Senhora, se ajoelha. Só então percebe que caminhara até lá, só então percebe o instantâneo desaparecimento da gangrena, da supuração... Instantânea recuperação dos ossos, da carne... E das forças. Pula, dança, corre cheio de alegria e agradecimento. A esposa cai quase desmaiada de emoção.

IMPOSSÍVEL? TALVEZ NÃO - Imediata constação médica. Em companhia da esposa e de várias testemunhas, Pierre De Rudder vai ao vizinho castelo da Marquesa Alph. de Courbourne, dona da gruta, construída às expensas do seu pai. No castelo os médicos tocam, examinam... Médicos e particulares, todos constatam sob as duas cicatrizes - que Pierre De Rudder conservará toda a vida - e testemunham "o fato da cura de Pierre De Rudder, (que) não pode ser verdadeiro"!

No dia seguinte e no outro e no outro... todos os médicos que antes examinaram e trataram do doente agora vêem e tocam "o fato da cura..."

Em Jabbeke, o dr. Affenaert, na casa do sr. Charles Rosseel, examina a perna de Pierre De Rudder tanto mais meticulosamente, quanto mais resiste a acreditar na cura daquela perna quebrada. Todo o conhecimento do médico é que "foi quebrado por encontrar a face interna da tíbia inteiramente lisa à altura da fratura" antes tão conhecida. Por fim tem de reconhecer: "Você está inteiramente curado. Sua perna há sido fortemente consolidada. Ela está como a de uma criança, e não como a de um homem cuja perna há estado quebrada. Os meios humanos eram impotentes a permitir-lhe caminhar; mas o que não podiam fazer os médicos pôde Maria".

MAIS TESTEMUNHOS: Em toda a cidade, invencível curiosidade e emoção. O pároco, Pe. Slock, celebrou uma novena de Missas cantadas em ação de graças. A igreja ficou cheia naqueles nove dias. Contavam-se 500 participantes numa população de 2.000 pessoas.

O Pe. Alfred Deschamp, jesuíta e doutor em medicina, recolherá inúmeros testemunhos no seu inquérito. O próprio Sr. bispo de Bruges, Mons. Faict, em 12 de abril, isto é, cinco dias depois do milagre, passa por Jabbeke e examina em companhia do pároco a perna milagrosamente curada.

"Após sua cura -diz a viscondessa De Bus- nós o conservamos quinze anos como trabalhador" rude e sólido, a quem era preciso mandar que moderasse sua atividade e total dedicação, "e o encontrávamos quase sempre rezando seu terço. Ele edificava a todos". Com a autorização da viscondessa De Bus, Pierre De Rudder, aproveitando os dias de folga, realizou alegremente quase quatrocentas peregrinações a Oostakker para agradecer sua cura a Deus e a Nossa Senhora.

"O fato da cura de Pierre De Rudder..." continuou sendo verificado durante muitos anos.

Novas constatações, 18 e 19 anos depois da cura, foram realizadas pelo Dr. Royer, de Lens-Saint-Rémy, e pelos especialistas Drs. Clement De Piquet, da Áustria, e Van Ysendyck, da Bélgica. "Não pode ser verdadeiro", mas é. Indiscutivelmente. Os três constatam que "a tíbia da perna esquerda (a que havia sido quebrada) apresenta uma face interna tão lisa como a da direita, sem calo, sem a menor diferença, sendo que na crista (na parte externa) apresenta uma muito ligeira depressão ao nível da cicatriz", "uma depressão redonda, do tamanho de uma moeda (...), onde estava a fratura".

"A MARCA" - Pierre De Rudder atendeu inclusive ao chamamento feito pelos médicos de Lourdes, agora Lourdes da França. E descobriram "a marca" (ou 4 marcas), essa espécie de rubrica que sempre é posta nos milagres de Lourdes para a verificação posterior:

1) Pierre De Rudder não recuperou o tendão do polegar do pé, mas apesar disso o polegar funcionava perfeitamente!

2) A perna esquerda ficou exatamente do mesmo tamanho que a direita, apesar do seqüestro de quatro centímetros de osso que o médico retirara quando do primeiro atendimento ao acidentado, apesar dos pedaços de osso necrosado que o médico retirou várias vezes, apesar da parte do osso que o acidente triturara e que ficou sem periósteo, apesar dos pedaços de osso que se perderam por supuração, apesar da grandíssima surpresa que se reservava para 22 anos depois...

3) Na época da cura de Pierre De Rudder não podia haver verificação por radiografia, que não existia então. Mas 22 anos mais tarde, em 16 de junho de 1897, por iniciativa do Pe. Callewaert, reitor do Seminário Maior de Bruges, foi realizada pelo Dr. Seligmann, professor do Ateneo Real. E descobriram outra "marca": os ossos haviam soldado justapostos. Na extensão de um decímetro os ossos da tíbia e do perônio estavam justapostos no sentido antero-posterior. Os ossos superiores estavam na frente. Apesar disso a perna tinha exatamente o mesmo tamanho e a mesma verticalidade que a perna direita! Pierre De Rudder absolutamente não mancava.

4) E ainda mais outra "marca": Em qualquer restauração natural de fratura de ossos, o cálcio vai lentamente formando um calo ósseo, até juntar após muito tempo os fragmentos. No caso de Pierre De Rudder os fragmentos soldaram-se diretamente um ao outro, sem o calo ósseo característico.

NÃO DÁ PARA ACREDITAR... No dia 22 de março de 1898, aos 75 anos de idade, 23 anos após a cura milagrosa, Pierre De Rudder morre de pneumonia. É enterrado no cemitério junto a igreja. Colocaram lá um grande crucifixo de ferro forjado com uma inscrição que alude ao grande milagre de que toda a cidade era testemunha.

E continuaram as verificações: no dia 24 de maio de 1899, um ano após sua morte, exumaram o esqueleto e retiraram os ossos das duas pernas para submetê-los à mais exaustiva análise. O próprio dr. Hoestenberghe fez a necrópsia. Verificaram que os ossos da tíbia e do perônio consolidaram-se justapostos:" estando desviados (...), sem ajustamento das suas partes fragmentadas, as substâncias lisas e sem perdas de susbtância ósseas. Verdadeiramente a virgem de Oostakker havia posto sua assinatura ("a marca"!) sobre este osso". E necessáriamente pela análise, os ossos tiveram de consolidar de modo instantâneo.

Posteriormente, treze anos após a morte de Pierre De Rudder, o dr. Léon Reverchon, professor na Faculdade de Medicina de Life, com a colaboração do dr. Glorieus, de Bruges, sobre os ossos das pernas de Pierre De Rudder, que se conservam, até hoje, na Cúria do Bispado de Bruges, tira cinco filmes radiológicos, bem detalhados, que mostraram que a solidificação foi instatânea e perfeita, e com a mesma estrutura óssea que a da outra perna.

Nova análise radiográfica em 1951, pelo prof. dr. L. Elaut, confirmando plenamente as verificações anteriores.

A Comissão Médica de Life, reunindo mais de cem médicos sob a presidência do dr. Suret, declara: "Com certeza, De Rudder foi curado instantâneamente de uma fratuta supurada; a reparação óssea, revelada pela autópsia, não pode ter sido feita por meios naturais".

Em 25 de julho de 1908 foi dado o veredicto da Comissão Canônica nomeada e com a assinatura de mons. G.J. Vaffelaert, bispo de Bruges. "Considerando que a explicação natural da cura instantânea de uma lesão orgânica tão grave é impossível, porque o trabalho biológico da regeneração dos novos tecidos, necessários à consolidação de uma fratura, exige absolutamente um lapso de tempo apreciável; considerando que, pelo mesmo motivo, é impossível explicar só pelas forças da natureza a cicatrização instantânea de uma ulceração profunda e grangrenada, considerando que essa explicação natural é impossível ainda mais por tratar neste caso de uma fratura de oito anos, completa e com complicações, com seqüestro consideravel de fragmentos, que é curada com recuperação instantânea e durável da função do membro, sem calo, sem encolhimento, sem desvio (da verticalidade geral da perna) (...), nós julgamos e declaramos que a cura de Pierre de Rudder, acontecida em Oostakker em 7 de abril de 1875, é milagrosa e deve ser atribuída a uma especial intervenção de Deus obtida por intercessão da Santíssima Virgem Maria".

...MAS HÁ QUE AVREDITAR - Imediatamente a cura, a primeira reação. Refere a viscondessa de Bus: Em Bruxelas "estávamos á mesa quando pelas duas horas recebemos uma mensagem de um de nossos caseiros (Auguste Stubbe) comunicando a milagrosa cura. Lendo o aviso, o visconde de Bus ficou muito comovido, e disse: "Eu não acreditei jamais nos milagres, mas se de De Rudder está curado, é um verdadeiro milagre e eu crerei". O senador visconde Christiam De Bus, até então liberal (chamava-se liberal ao partido anticatólico) converteu-se ao catolicismo e reconheceu publicamente que toda a vida estivera errado.

Termina o relatório do dr. Affenaert: "O que não podiam fazer os médicos, pôde Maria. Vendo tal prodígio eu, que era incrédulo, percebo que passo a acreditar".

O dr. Van Hoestenberghe escreveu referindo-se ao famoso romancista e "liberal" Emile Zola, que debochava dos milagres de Lourdes: "Eu era um incrédulo, como o senhor. O milagre em De Rudder abriu-me os olhos, até então fechado à luz(...) Eu declaro ao senhor sob minha honra, eu não tenho a menor dúvida, eu creio absolutamente".

Como outros vários médicos que antes eram espiritualmente cegos. Aos médicos podemos acrescentar o sr. Trapeniers, escolhido pelo dr. Royers para colaborar na sua pesquisa precisamente porque até então se declarava "liberal", e que com a realização do inquérito terminou convertendo-se lealmente ao catolicismo.

E não-médicos: Destacava-se em Jabbeke, precisamente por seu convicto proclamado ateísmo, o sr. De Weisch. Vendo e apalpando a cura milagrosa de Pierre De Rudder, declarou que "a incredulidade é impossível(...), é necessário aceitar os ensinamentos da Igreja", e de fato dali em diante procedeu sempre como verdadeiro e autêntico católico.

O mesmo aconteceu com o encarregado do ônibus de Grand a Oostakker: sempre se declarara, perante os peregrinos que transportava, um cético em religião; mas, vendo que o doente da perna quebrada, que ele mesmo carregara, uma hora mais tarde estava perfeitamente curado, declarou-se católico e assim permaneceu.

Vinte anos mais tarde perguntaram ao pároco de Jabbeke se havia na cidade algum incrédulo ou ao menos alguém que não praticasse a religião. Repondeu: "Não, não há nenhum atualmente".


Fonte:Os Milagres e a Ciência - Pe. Oscar G. Quevedo, SJ - pag. 178 a 190 - Edições Loyola - Ano 2000




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1.Vendo aquelas multidões, Jesus subiu à montanha. Sentou-se e seus discípulos aproximaram-se dele.
2.Então abriu a boca e lhes ensinava, dizendo:
3.Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus!
4.Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados!
5.Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra!
6.Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados!
7.Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia!
8.Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus!
9.Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus!
10.Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus!
11.Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim.
12.Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós.

segunda-feira, outubro 31, 2011

Epístola aos Esmirnenses

"Epístola aos Esmirnenses"


Inácio, Bispo de Antioquia (67 – 110 d.C.).

Inácio, também chamado Teóforo, à Igreja de Deus Pai e de Jesus Cristo amado, Igreja que encontrou misericórdia em todo dom da graça, repleta de fé e amor, sem que lhe falte dom algum, agradabilíssima a Deus e portadora de santidade, situada em Esmirna, na Ásia. Cordiais saudações em espírito irrepreensível e na pa­lavra de Deus.

1. Glorifico a Jesus Cristo, Deus, que vos fez tão sábios. Cheguei a saber efetivamente que estais aparelhados com fé inabalável, como que pregados de corpo e alma na Cruz do Senhor Jesus Cristo, confirmados na caridade no Sangue de Cristo, cheios de fé em Nosso Senhor, que é de fato da linhagem de Davi, segundo a carne, Filho de Deus porém consoante a vontade e o poder de Deus, de fato nascido de uma Virgem e batizado por João, a fim de que se cumpra n'Ele toda a justiça. Sob Pôncio Pilatos, e o tetrarca Herodes foi também de fato pregado (na Cruz), em carne, por nossa causa – fruto pelo qual temos a vida, pela Sua Paixão bendita em Deus – a fim de que Ele por Sua ressurreição levantasse Seu sinal para os séculos em beneficio de Seus santos fiéis, tanto judeus, como gentios, no único corpo de Sua Igreja.

2. Tudo isso padeceu por nossa causa, para obtermos salvação. Padeceu de fato, como também de fato ressuscitou a Si próprio, não padecendo só aparente­mente, como afirmam alguns infiéis. Eles é que só vivem aparentemente, e, conforme pensam, também lhes sucederá: não terão corpo e se assemelharão aos demônios.

3. Eu porém sei e dou fé que Ele, mesmo depois da ressurreição, permanece em Sua carne. Quando se apresentou também aos companheiros de Pedro, disse-lhes: Tocai em mim, apalpai-me e vede que não sou espírito sem corpo. De pronto n'Ele tocaram e creram, entrando em contato com Seu Corpo e com Seu espírito. Por isso, desprezaram também a morte e a ela se sobrepuseram. Após a ressurreição, comeu e bebeu com eles, como alguém que tem corpo, ainda que es­tivesse unido espiritualmente ao Pai.

4. Encareço tais verdades junto a vós, caríssimos, embora saiba que também vós assim pensais. Quero prevenir-vos contra os animais ferozes em forma humana. Não só não deveis recebê-los, mas, quanto possível, não vos encontreis com eles. Só haveis de rezar por eles, para que, quem sabe, se convertam, coisa por certo difícil. Sobre eles, no entanto, tem poder Jesus Cristo, nossa verdadeira vida. Pois, se nosso Senhor só realizou as obras na aparência, então também eu estou preso só aparentemente. Por que então me entreguei a mim mesmo, à morte, ao fogo, à espada, às feras? Mas estar perto da espada é estar perto de Deus; encontrar-se em meio às feras é encontrar-se junto a Deus, unicamente, porém, quando em nome de Jesus Cristo. Para padecer junto com Ele, tudo suporto, confortado por Ele, que se tornou perfeito homem.

5. Alguns O negam, por ignorância, ou melhor, foram renegados por Ele, por serem antes advogados da morte do que da verdade. A estes não conseguiram converter as profecias, nem a lei de Moisés, nem mesmo até hoje o Evangelho e as torturas de cada um de nós. Pois sobre nós professam eles a mesma opinião. De que me vale um homem – ainda que me louve – se blasfema contra meu Senhor, não confessando que Ele assumiu carne? Quem não o professa negou-O por completo e carrega consigo seu cadáver. Os nomes deles, uma vez que são infiéis, não me pareceu necessário escrevê-los; preferiria até nem lembrar-me deles, enquanto se não converterem à Paixão, que é a nossa Ressurreição.

6. Ninguém se iluda: mesmo os poderes celestes e a glória dos anjos, até os arcontes – visíveis e in­visíveis hão de sentir o juízo, caso não crerem no sangue de Cristo. Compreenda-o quem for capaz de o compreender. Ninguém se ufane de sua posição, pois o essencial é a fé e o amor, e nada se lhes prefira. Considerai bem como se opõem ao pensamento de Deus os que se prendem a doutrinas heterodoxas a respeito da graça de Jesus Cristo, vinda a nós. Não lhes importa o dever de caridade, nem fazem caso da viúva e do órfão, nem do oprimido, nem do prisioneiro ou do liberto, nem do que padece fome ou sede.

7. Abstêm-se eles da Eucaristia e da oração, por­que não reconhecem que a Eucaristia é a carne de nosso Salvador Jesus Cristo, carne que padeceu por nos­sos pecados e que o Pai, em Sua bondade, ressuscitou. Os que recusam o dom de Deus, morrem disputando. Ser-lhes-ia bem mais útil praticarem a caridade, para também ressuscitarem. Convém, pois, manter-se longe de tais pessoas, deixar de falar delas em particular e em público, e passar toda a atenção aos Profetas, especialmente ao Evangelho, pelo qual se nos patenteou a Paixão e se consumou a Ressurreição. Fugi das dissensões, fonte de misérias.

8. Sigam todos ao bispo, como Jesus Cristo ao Pai; sigam ao presbitério como aos apóstolos. Acatem os diáconos, como à lei de Deus. Ninguém faça sem o bispo coisa alguma que diga respeito à Igreja. Por legítima seja tida tão-somente a Eucaristia, feita sob a presidência do bispo ou por delegado seu. Onde quer que se apresente o bispo, ali também esteja a comunidade, assim como a presença de Cristo Jesus também nos assegura a presença da Igreja Católica. Sem o bispo, não é permitido nem batizar nem celebrar o ágape. Tudo, porém, o que ele aprovar será também agradável a Deus, para que tudo quanto se fizer seja seguro e legítimo.

9. No mais, é razoável voltarmos ao bom-senso, e convertermo-nos a Deus, enquanto ainda for tempo. Bom é tomarmos conhecimento de Deus e do bispo. Quem honra o bispo será também honrado por Deus; quem faz algo às ocultas do bispo presta culto ao diabo. Que tudo redunde em graça a vosso favor, pois bem o mereceis. Vós me confortastes de toda maneira e Jesus Cristo a vós. As provas de carinho me seguiram, presente estivesse eu ou ausente. Que Deus seja a paga, por cujo amor tudo suportais, pelo que também haveis de chegar a possuí-lo.

10. Fizestes bem em receber, como diáconos de Cristo-Deus, a Fílon e Reos Agátopos – que pela causa de Deus me seguiram. Agradecem eles ao Senhor por vós, porque os confortastes de toda a sorte. Nada disso se perderá para vós. Dou-vos como preço de resgate meu espírito e minhas algemas que vós não desprezastes e de que também não vos envergonhastes. Jesus Cristo também de vós não se envergonhará, Ele que é a fé perfeita.

11. Vossa oração aproveitou à Igreja de Antioquia na Síria, de onde vim preso com grilhões, tão do agrado de Deus, e donde a todos saúdo, embora não seja digno de ser de lá, eu, o menor dentre eles. Mas, pela vontade de Deus, fui tido por digno, não pelo julgamento de minha consciência, mas sim pela graça de Deus. Desejo que ela me seja concedida em sua perfeição, a fim de que eu, por meio de vossa oração, encontre a Deus. No entanto, para que vossa obra seja per­feita, tanto na terra como no céu, cumpre que a Vossa Igreja, para honra de Deus, escolha um seu legado que vá até a Síria, para se congratular com eles, porque gozam novamente de paz, readquiriram sua grandeza e lhes foi restaurado o corpo. É a meu ver de fato obra digna enviardes um legado de vosso meio, com uma carta, a fim de celebrar com eles a paz que lhes foi con­cedida, consoante a vontade de Deus, pois já chegaram ao porto, graças à vossa oração. Sendo perfeitos, pensai também no que é perfeito, pois se tencionais agir bem, Deus está igualmente disposto a vo-lo conceder.

12. Saúda-vos a caridade dos irmãos de Trôade, donde vos escrevo por intermédio de Burrus, a quem enviastes juntamente com os efésios, vossos irmãos, para me fazer companhia. Animou-me em todo sentido. Todos deveriam imitá-lo como exemplo no serviço de Deus. A graça o recompensará em todo sentido. Saudações ao bispo, digno de Deus, a vosso presbitério tão agradável a Deus, aos diáconos, meus companheiros de serviço a cada um em particular e a todos em geral, em nome de Jesus Cristo, na Sua carne e no Seu sangue, na Paixão e na Ressurreição, em corpo e alma, na unidade de Deus e na vossa. Para vós a graça, a misericórdia, a paz, e a paciência para todo sempre.

13. Saudações às famílias de meus irmãos, com suas esposas e filhos e com as virgens, chamadas viúvas. Passar bem na força do Pai. Saudações da parte de Fílon que está comigo. Meus cumprimentos à família de Tavia, a quem desejo se robusteça na fé e na caridade, tanto corporal como espiritual. Saudações a Alceu, nome tão querido, a Dafnos o incomparável e a Eutecno. Enfim, a todos nominalmente. Passar bem na graça de Deus.

4 Respostas

  1. [...] assim como a presença de Cristo Jesus também nos assegura a presença da Igreja Católica" (Epístola aos cristãos em Esmirna, n. [...]


  2. [...] pois é o próprio Inácio de Antioquia que denomina a Igreja primitiva de "católica" [cf. Epístola aos esmirnenses, n. 8] -, ignorando que rejeitá-la pode comprometer a própria veracidade das Escrituras sagradas. [...]


  3. em 06/09/2011 às 22:07 | Responder Braz dos Santos

    Quero parabenizar este site pela tradução deste fantástico documento de Santo Inácio de Antioquia, a prova cabal da existência da Igreja Católica já no tempo dos apóstolos.A Epístola aos Esmirnenses é quase que totalmente desconhecido no meio protestante, e os que a conhecem, escondem-na o quanto podem. Mas Deus, em sua infinita misericórdia, conhece o íntimo de cada um, e sabe que a grande maioria não tem culpa do que são, pela "lavagem cerebral" a que são submetidos.



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Quem foi ele?

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Fonte: Família Inaciana

Embora oriundo de Antioquia, seu nome deriva do latim: igne = fogo, e natus = nascido. Ignatius é bem o homem nascido do fogo, ardente, apaixonado pelo Cristo, pela Igreja, pela unidade e pelo desejo de imitação de seu mestre. Quase nada sabemos de seus pais, de sua formação, se era de família cristã ou convertido. Alguns, conforme Eusébio, dizem que fora o segundo bispo de Antioquia: "Mas, depois que Evódio fora estabelecido o primeiro sobre os antioquenos, Inácio, o segundo, reinava no tempo do qual falamos" (HE, III, 22). Pelos fins do século IV, Jerônimo dizia que "Inácio, terceiro bispo, depois do apóstolo Pedro, da Igreja de Antioquia, foi enviado a Roma, condenado às feras durante a perseguição movida por Trajano" (De Viris Illustribus, XVI). A liturgia bizantina, em sua memória, não acrescenta dados biográficos, mas ressalta traços marcantes de sua personalidade: "Êmulo dos apóstolos em sua vida, sucessor deles sobre seus tronos, tu entrastes na prática das virtudes, ó inspirado de Deus, o caminho que conduz à contemplação. Assim, dispensando fielmente a palavra de verdade, lutastes pela fé até ao sangue, ó pontífice mártir Inácio. Roga a Cristo para que salve nossas almas".

A Igreja o celebra a 17 de outubro. A escolha do evangelho da celebração alude à lenda que pretende ver naquela criança que Jesus tomou nos braços, em Mc 9,33, o menino Inácio. Daí ser cognominado "Theóforos", isto é, "Portador de Deus". Inácio tornou-se célebre por sua peregrinação forçada, em cadeias, de Antioquia à Roma, por volta dos anos 107-110. Nas paradas que fazia para descanso, escrevia às comunidades que o tinham recebido ou que lhe enviara uma embaixada com saudações. Não se sabe se, realmente, chegou à Roma, nem se, de fato, seu martírio foi consumado. Para Eusébio, há apenas uma "tradição" que diz que foi enviado da Síria para Roma para sofrer o martírio. Vejamos como Eusébio situa Inácio: "Naquele tempo, florescia na Ásia um companheiro dos apóstolos, Policarpo, (…). ao mesmo tempo que eles igualmente eram conhecidos Pápias, bispo também ele da Igreja de Hierápolis, e o homem ainda hoje celebrado pelas multidões, Inácio, que tinha obtido, na sequência da sucessão de Pedro, o segundo lugar. A tradição contra que ele foi enviado da Síria à cidade de Roma para se tornar o alimento das feras, por causa do testemunho pelo Cristo. Enquanto viajava através da Ásia sob a vigilância atenta dos guardas, confirmava as Igrejas com seus colóquios e suas exortações em todas as cidades por onde passava" (HE, III, 36,1-4).

Quanto ao seu martírio, Eusébio o data, no livro das crônicas, pelo ano décimo do reinado de Trajano, isto é, 107 d.C. mas, a julgar pela HE, III, 33,36, Eusébio não tinha informações cronológicas seguras. Tratava-se, para ele, de situar a carta de Plínio a Trajano de modo aproximativo. Não se pode, pois, confiar nesta data, como se a prisão de Inácio se devesse à perseguição de que fala a carta de Plínio. Quase todos os especialistas concordam em aceitar o ano 110 d.C. como o mais provável.

Confira as cartas escritas por ele abaixo ou leia-as no blog Patrística Brasil.

3 Respostas

  1. em 06/08/2010 às 17:52 | Responder Sônia Maria Costa

    Obrigada, porque há tempo desejava ler as cartas de S. Inácio. Parabéns por tão belo trabalho.
    Rezo suplicando à Virgem Maria as bênçõas do céu por esta comunidade inaciana.


  2. [...] uma mentira. E os documentos históricos da época o comprovam. O pe. Paulo Ricardo inclusive citou as cartas de Santo Inácio de Antioquia como ótima referência de leitura. São provas reais de que a comunidade cristã nasce [...]


  3. [...] a continuidade da pregação apostólica na Igreja Católica, apresentamos aos protestantes as preciosas cartas de Santo Inácio de Antioquia, mártir do século II. Diante da verdade, o oponente tem duas alternativas a [...]



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1.Vendo aquelas multidões, Jesus subiu à montanha. Sentou-se e seus discípulos aproximaram-se dele.
2.Então abriu a boca e lhes ensinava, dizendo:
3.Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus!
4.Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados!
5.Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra!
6.Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados!
7.Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia!
8.Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus!
9.Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus!
10.Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus!
11.Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim.
12.Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós.


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